Concurso do Viajante – Resultados

Infelizmente devido às poucas participações, decidimos não atribuir o prémio. No regulamento, estava prevista esta situação e como não atingimos as 20 participações, nem chegamos lá perto, este prémio irá ficar para um concurso futuro noutros moldes.

Agradecemos a todos aqueles que participaram, as vossas histórias estão publicadas e ficam na história do Diário do Viajante. Os que não viram aqui os seus textos publicados, foi porque simplesmente estes não se enquadram na nossa temática.

Em breve mais histórias e novidades!

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De que estás à espera para nos contares a tua aventura?

Falta menos de 1 mês para terminar o concurso «Escreve uma Aventura, Ganha um Livro»! Participa com a tua aventura favorita em viagem e habilita-te a ganhar o «Atlas do Viajante», um livro que reúne em 224 páginas as melhores sugestões e locais para visitar numa próxima viagem, repleto de fotografias e descrições que são essenciais para traçar novas aventuras!

Participar é mesmo simples (que até chateia de ser tão simples)

  1. Clica em Enviar História
  2. Escreve a Aventura (não te esqueças do nome e email para contacto em caso de vitória)
  3. Envia e já está. Querias mais passos? Não há :)

Quem já está a concorrer?

Vá, estamos ansiosos por (te) ler!

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Como Evitar a Depressão Pós-Erasmus

Final de Erasmus 2000/01 e o fim de uma longa aventura de 9 meses por terras espanholas.

Terá sido o melhor ano da minha vida (ainda não tive filhos, casei ou recuperei um irmão perdido… :) ).

Cheguei a Portugal em meados de Junho cheio de energia pós-erasmus. Como é sabido por aqueles que já participaram no programa, esta energia pós-erasmus rapidamente se transforma em depressão pós-erasmus: o regresso à realidade assim a impõe.

Eu já estava precavido para essa possível ocorrência e antes que a depressão “à la 1929″ me atingisse, recolhi os fundos que me restavam (cerca de 50 contos na moeda antiga) e após 15 dias a contar histórias que ninguém tinha já paciência para ouvir, rumei ao Algarve na esperança de atalhar os 2/3 meses que me separavam entre o melhor ano da minha vida e o regresso à universidade para um ano que seria de muito trabalho e recuperação. Sim, os melhores anos da vida podem levar-nos a esquecer determinados aspectos da produtividade escolar. :D

Julho – Albufeira

E assim foi. Em inícios de Julho parti do Porto com rumo a Albufeira. Acompanhavam-me um saco desportivo com roupa lavada (obrigado mãe), os tais 50 contos que me restaram e muita vontade para manter o momentum de indepedência e energia embebido nos meses anteriores.

A viagem fez-se de autocarro durante a noite e após cerca de 8 horas de viagem cheguei a Albufeira. Rondavam as 8h30 da manhã, caminhei até à praia principal, fumei mais um cigarro e esperei que o posto de informação turística se abrisse para pedir informações.

Basicamente o que pretendia saber era:

- onde poderia encontrar dormida (barata)
- onde poderia encontrar trabalho (bem pago)

Infelizmente nem uma coisa nem outra… :D

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Aventuras já em Concurso – Participa!

Participa com a tua aventura no nosso concurso Escreve uma Aventura, Ganha um Livro – que é nada mais nada menos que o «Atlas do Viajante» – clica aqui para participar!

Já temos 3 aventuras em concurso para ganhar o Atlas do Viajante, espreita-as e deixa a tua opinião:

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O Poço da Neve

A situação mais extrema que já passei foi vivida no passado Agosto em plena Serra do Lousã. Ao 2º dia acampado em Castanheira de Pêra com a minha namorada, decidimos partir para a aventura e descobrir um local de nome “Poço da Neve” que era conhecido por permitir umas das mais amplas vistas do país, para além de Espanha, devido a se localizar a 1100 metros de altitude.
Bem no meio da vila, sem qualquer referência GPS, descobrimos uma velha placa quebrada a meio indicando a direcção para o Poço da Neve, apontando para uma estrada sinuosa, sem pavimento e qualquer barreira entre a mesma e o monte. Embriagados pelo espírito de aventura e imaginando que não seria muito longe o nosso destino, decidimos arriscar.
Os buracos na via eram tais que não nos permitiam exceder os 20 km/h e a largura aliada ao risco de queda tornava a hipótese de inversão de marcha completamente remota. No início, pensando que mais minuto menos minuto o Poço da Neve nos apareceria de fronte, tudo parecia um arriscado mas belo passeio pela Serra. Mas, com o desdobrar de curva e mais curva, íamos percebendo que nem havia sinal do mesmo.
Uma hora passada desde o início e as gargalhadas deram lugar a um clima tenso dentro do meu Mazda 2. Sem qualquer sinal de GPS, sem um pequeno traço de rede nos telemóveis, com o depósito de combustível ainda razoável mas a caminhar para a reserva dada a força a que se tinha obrigado o motor, muitas questões começaram a passar pela cabeça. Aonde isto nos vai levar? E se vem um carro de frente, sendo impossível passar os dois? E se encontramos tamanho buraco no pavimento que não nos permita avançar, sendo impossível a inversão de marcha? E se uma pedra vem desfiladeiro abaixo e nos atinge? E SE CAÍMOS MONTE A BAIXO? A morte era certa, e sem ninguém saber da nossa aventura, seria super improvável alguém nos encontrar caso por milagre sobrevivêssemos. A tensão subia quando víamos pedras a caírem da estrada, monte a baixo, como carros em miniatura a desaparecerem no infinito.
Finalmente, passadas 2 horas desde o início da aventura, chegamos ao Poço da Neve! Era como se um peregrino tivesse chegado ao seu local de culto, ou não se encontrasse lá uma velha capela sinistra, com uma enorme árvore cheia de corvos nos seus ramos ao seu lado. A vista era realmente fantástica, coisa que já vínhamos percebendo ao longo do caminho. O ar era muito mais raro, ou não estivéssemos bem acima das eólicas que da vila víamos no monte e o som de cobras (na nossa cabeça ou realmente lá presentes) fez-nos dar uma corrida para dentro do carro, que pareceu mais uma maratona devido à falta de ar.
Ainda antes de regressarmos ao campismo, para completar a aventura, fomos parar a uma pequena pista de aterragem, que incrivelmente não estava vedada nem assinalada. Só nos faltava mesmo ver uma avioneta a aterrar na nossa direcção! Daí em diante, optamos por um algoritmo simples para voltar: onde quer que fosse que a estrada nos levasse, se tivesse um bom pavimento e fosse a descer, era a escolhida! De realçar que nesta aventura que já levava umas 3 horas, passou apenas um jipe espanhol por nós, que nos olhou de lado, de certo pensando: “Estos portugueses son una locura. Con un coche como el que aqui!?”.
Foi bem mais à frente que percebemos que afinal havia uma estrada impecável que rapidamente nos teria levado ao Poço da Neve, mas assim, sempre ficamos com uma história para contar aos nossos netos…

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